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"Reticência é o ponto final dos indecisos." Ainda não sei se concordo...

Documentário: A conspiração da lâmpada: A história da obsolescência programada

Documentário: A conspiração da lâmpada
Encontrei um documentário sobre obsolescência programada bem interessante, chama-se “The Light Bulb Conspiracy” (A conspiração da lâmpada). O documentário mostra como nasceu a obsolescência programada, como as empresas determinam a vida útil de uma mercadoria para manter o consumo constante, e o efeito desse processo no curto e longo prazo.

Aconteceu comigo

De repente meu notebook parou de funcionar, então corri com ele para o conserto. Ao diagnosticar o problema o atendente diz: É problema na peça “X”, para consertar custa R$ 650, R$ 500 da peça e R$ 150 da mão de obra. É mais vantagem você comprar um notebook novo. Acabei optando pela segunda opção, mesmo não tendo dinheiro sobrando, mas graças as 12x “sem juros” fiz a compra. Isso acontece com celular, computador, geladeira, fogão, televisão e milhares de outros eletrodomésticos. Pelo menos no meu caso, 100% das vezes não preciso de um aparelho novo, mas acabo sendo “obrigado” a optar pela compra de um novo, já que os preços são praticamente equivalentes.

Com certa frequência, escutamos os mais velhos dizendo que tal objeto durava 10 anos e que hoje não duram 2 anos, é verdade. Um exemplo é o celular, quase todo mundo troca seu aparelho anualmente. Como curto ser do contra, meu celular tem três anos e minha televisão tem uns dez, só troco se a compra da peça com defeito não valer a pena.

O que é Obsolescência?

A obsolescência acontece quando um serviço ou produto deixa de ser útil, mesmo estando em perfeito estado de funcionamento, devido ao surgimento de um produto tecnologicamente mais avançado. A obsolescência dividi-se em três partes: Técnica ou funcional, planejada e perceptiva.

O que irá ser tratado aqui é a obsolescência programada. Ela acontece quando fabricantes reduzem a vida útil de determinado produto, para que após o término dessa vida útil o consumidor compre um novo produto, mantendo assim um consumo constante de tal mercadoria.

Comprar, tirar, comprar: A história da obsolescência programada

Início da obsolescência programada

Lâmpada centenária

A primeira vítima da obsolescência programada foi a lâmpada. Em 1924, em Genebra, homens reuniram-se na criação do primeiro cartel mundial para controlar a produção da lâmpadas. O cartel chamava-se Phoebus e reuniu fabricantes de lâmpadas de todo mundo para compartilhar patentes, controlar a produção e fazer com que o consumidor comprasse lâmpadas com regularidade.

Thomas Edison colocou à venda em 1881 sua primeira lâmpada que durava 1.500 horas. Com a criação do cartel a duração da lâmpada era de 2.500 horas de vida útil, porém em 1925 foi criado o comité das “1.000 horas de vida” para reduzir tecnicamente a vida útil das lâmpadas. Pressionados pelo cartel, fabricantes foram obrigados a produzir uma lâmpada mais frágil. Oficialmente Phoebus nunca existiu, mas seu rastro nunca desapareceu, sua estratégia era ir mudando de nome ao passar do tempo.

Obsolescência programada nos anos 20 e nos anos 50

A obsolescência programada ampliou-se a outras mercadorias. Com a Revolução Industrial, a produção em massa através das máquinas resultavam em mercadorias muito mais baratas. As pessoas começaram a comprar mais por diversão do que por necessidade e a economia acelerou.

Com a crise de 29 aterrorizando os EUA e o desemprego chegando a 25%, as autoridades necessitavam de uma solução. Bernard London sugeriu que a obsolescência programada fosse obrigatória, assim as fábricas estariam sempre produzindo, o consumo não sofreria quedas bruscas e haveria emprego para todos, mas sua ideia nunca foi posta em prática.

Diferente dos anos 20, nos anos 50 o objetivo da obsolescência programada era seduzir o consumidor e não obrigá-lo a consumir. O desenho e o marketing seduziam o consumidor para que desejasse sempre o último modelo. Diferente do estilo europeu, que era de produzir levando em conta a longa duração do produto, o estilo americano era de produzir levando em conta a obsolescência programada e criando o consumidor insatisfeito.

Para onde vai o lixo causado pela obsolescência programada?

Lixão de Gana

Quando trocamos nosso celular, geralmente jogamos o antigo fora e isso provoca um fluxo constante de resíduos. O lixo causado pela obsolescência programada vai para países do terceiro mundo, como Gana, na África. Um acordo internacional proíbe tal prática, entretanto todo o lixo eletrônico é declarado como produto de segunda mão. Mais de 80% dos resíduos que chegam à Gana, não podem ser reciclados.

Conclusão

O documentário mostra muito mais do que relatei neste artigo. Por exemplo, a história da Nupont que produziu o Nylon, uma fibra sintética extremamente forte e revolucionária. O chip instalado em uma impressora que registra a vida útil dela. Uma empresa da Alemanha Oriental que produzia eletrodomésticos que duravam 25 anos, a fabrica de lâmpadas resistentes também na Alemanha Oriental. O caso do iPod que foi parar nos tribunais. Durante o documentário “The Light Bulb Conspiracy” (A conspiração da lâmpada) você encontrará filmes e livros relacionados à obsolescência além da opinião de autores especializados sobre o assunto.

A conspiração da lâmpada: A história da obsolescência programada


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Por: | Categoria: Documentários

Um comentário em 'Documentário: A conspiração da lâmpada: A história da obsolescência programada'

  1. Finalmente o Zecanet volto!!!

    Principe

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