
Ano passado, relatei minha péssima experiência em trabalhar para os outros, neste post “Patrão ou empregado?“. Depois disso, mudei completamente meu ponto de vista em relação ao dinheiro e emprego.
Nas duas últimas semanas em que trabalhei, fiz tipo uma analise da vida dos meus colegas de trabalho. Percebi que todos além de mim, estavam lá há mais de seis anos. Sem um aumento de salário significante, sem um objetivo relevante, a não ser, “construir minha casinha”.
Vendo a forma de pensar deles, fiquei alérgico a esse tipo de pensamento conformista. Ninguém pode se conformar com um trabalho por quase uma década, para pagar prestações de ventilador, cama, geladeira, e no futuro, construir uma casinha.
Por essa mudança no meu ponto de vista, saí da casa dos meus pais, passei por duas faculdades e estou na minha quinta casa. Engraçado que 95% das pessoas pensam como meus ex-colegas de trabalho. Toda forma de pensamento padrão me incomoda.
Como eu sempre fui do contra, desde criança. Vou seguir um caminho diferente deles. É como o poema de Robert Frost, que vi no livro “Pai Rico, pai pobre”.
Uma lição de Robert Frost
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And havíng perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be teiling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence;
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made ali the difference.
ROBERT FROST, 1916
O caminho não escolhido
Num bosque amarelo dois caminhos se separavam, / E lamentando não poder seguir os dois / E sendo apenas um viajante, fiquei muito tempo parado / E olhei para um deles tão distante quanto pude / Até que se perdia na mata; / Então segui o outro, como sendo mais merecedor, / E vendo talvez melhor direito, / Porque coberto de mato e querendo uso / Embora os que por lá passaram / Os tenham realmente percorrido de igual forma, / E ambos ficaram essa manhã / Com folhas que passo nenhum pisou. / Oh, guardei o primeiro para outro dia! / Embora sabendo como um caminho leva para longe, / Duvidasse que algum dia voltasse
novamente. / Direi isto suspirando / Em algum lugar, daqui a muito e muito tempo: / Dois caminhos se separaram em um bosque e eu… / Eu escolhi o menos percorrido / E isso fez toda a diferença. / Robert Frost, 1916
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